Nunca coma essas plantas!!

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Ja pensou em acampar? Bom, esse é o sonho de várias pessoas.. inclusivamente eu ksksks Mas claro, sempre devemos ter “precauções”
Por que se você se perder e a comida acabar você de jeito nenhum pode ingerir as plantas que vamos falar aqui, elas são consideradas as plantas mais perigosas de todo o mundo.
E para acompanhar nossa leitura….

Música:

Mamona

O Ricinus communis que é a mamona, é uma planta que teve origem na Ásia e depois foi introduzida no resto do mundo. A extração do óleo de rícino, que é o óleo existente na planta, pode ser utilizada para diversas coisas, entre elas: fabricação de tinta, verniz, e também pode ser usado para a produção de biodiesel. 

Muita gente não tem conhecimento sobre a planta, mas apesar de a mamona ser bastante útil em alguns casos, ela pode ser um tanto quanto perigosa. 

Por quê? 
A semente da mamona possui ricina, que é uma toxina que pode causar muitos danos quando ingerida, pois causa coágulos sanguíneos, dependendo da quantidade que foi ingerida. É tão perigosa que pode levar até a morte. Porém, quando não leva a óbito causa queimação na garganta, diarreia, entre outras coisas.


Como tratar caso ela seja ingerida?

Deve-se ir imediatamente para o hospital fazer uma lavagem gástrica, para retirar a toxina do organismo, pois não existem remédios específicos para o tratamento. 

Heracleum mantegazzianum

Uma planta que pode atingir até 5 metros de altura e dona de uma seiva que provoca queimaduras na pele em poucas horas, deixando a vítima com a área afetada sensível por até 7 anos, além de causar cegueira temporária ou permanente se o líquido entrar em contato com os olhos. Esta é a giant hogweed ou Heracleum mantegazzianum, planta nativa das margens do Mar Negro que foi levada para diversas partes da Europa e América do Norte pela mão de colecionadores. É usada em trabalhos exóticos de jardinagem e também preferida por alguns apicultores por conta do tamanho das flores.

Flor da Heracleum mantegazzianum

Detalhe da flor da Heracleum mantegazzianum

A seiva da giant hogweed contém furocoumarina e causa em contato com a pele uma fitofotodermatite, na presença de luz solar. O composto tóxico impede que o corpo da vítima se proteja dos raios ultravioleta do sol, gerando as queimaduras. Todo o processo é acelerado na presença de umidade, suor e calor.

O resultado do contato não é nada agradável: queimaduras de terceiro grau, vermelhidão e bolhas na área afetada. Para as vítimas que tocaram na planta, recomenda-se lavar a área com água e sabão e evitar contato do sol, antes de procurar a ajuda médica.

Em alguns locais, variedades desta e de outras plantas são conhecidas pelo sugestivo nome de Bunda de Urso ou Branca Ursina.

Se caso você encontrar alguma planta parecida, não toque; procure fazer uma foto e entrar em contato com uma universidade da região ou autoridades de saúde.

maçã da morte

Dizem que, quando os conquistadores chegaram, vários deles se intoxicaram ao comer seus frutos.

Falam que os indígenas usavam a árvore para tortura, amarrando pessoas a seu tronco e deixando-as ali para que sofressem quando chegasse a chuva.

Contam que, além disso, os nativos envenenavam suas flechas com sua seiva.

E que até foi o motivo da morte do espanhol Juan Ponce de León, o primeiro governador de Porto Rico, que recebeu uma flechada em uma batalha quando tentou conquistar a costa da Flórida, em 1521.

É difícil comprovar que esses fatos realmente tenham acontecido, mas o que se diz das propriedades científicas da “árvore da morte” já foi provado.

Ponce de León, na terra que batizou de La Florida e que quis conquistar. (Foto: Creative Commons)

Ponce de León, na terra que batizou de La Florida e que quis conquistar. (Foto: Creative Commons)

A temida planta cresce em paisagens idílicas e pode alcançar grandes alturas.

Seus galhos às vezes repousam sobre a areia e te convidam a descansar sobre sob sua sombra ou se proteger da chuva ou do sol.

Seus frutos, muitos parecidos com maçãs, são cheirosos, doces e saborosos.

Mas ela tem a duvidosa honra de estar registrada no livro dos recordes, o Guinness Book, como a árvore mais perigosa do mundo.

Como seu nome diz
Hippomane mancinella. Esse é seu nome científico.

Segundo o Instituto de Ciências de Alimentos e Agricultura da Flórida, nos Estados Unidos, Hippomane vem das palavras gregas hippo, que significa “cavalo”, e mane, que deriva de “mania” ou “loucura”.

O filósofo grego Teofrasto (371a.C.-287a.C.) nomeou assim uma planta nativa da Grécia após descobrir que os cavalos ficavam loucos ao comê-la. E o pai da taxonomia moderna, o sueco Carl Linneo, deu o mesmo nome à nociva árvore da América.

Mais precisamente, a que é nativa da América Central e das ilhas do Caribe e cresce da costa da Flórida até a Colômbia – em alguns lugares, sua presença é alertada por cruzes vermelhas e placas.

Árvore da morte
Esse é um dos seus nomes conhecidos, usado por quem convivem com ela. Também é conhecida como Mancenilheira da Areia ou Mancenilheira da praia – mas árvore da morte é o apelido que melhor descreve a realidade.

Sua seiva leitosa contém forbol, um componente químico perigoso. Só de encostar na árvore, sua pele pode ficar horrivelmente queimada.

Refugiar-se debaixo dos seus galhos durante uma chuva tropical também pode ser desastroso, porque até a seiva diluída pode causar uma erupção cutânea grave.

Sombra da árvore pode te convidar para um descanso, mas ficar embaixo dela é perigoso (Foto: Reinaldo Aguilar/Flicker via freeforcommercialuse)

Sombra da árvore pode te convidar para um descanso, mas ficar embaixo dela é perigoso (Foto: Reinaldo Aguilar/Flicker via freeforcommercialuse)

Queimar essas árvores também é uma má ideia. A fumaça pode cegar temporariamente e causar sérios problemas respiratórios.

Mas, apesar dos efeitos desagradáveis, o contato da pele com esta árvore não é fatal. A ameaça real vem de sua pequena fruta redonda.

Comer este fruto, que parece uma pequena maçã, pode causar vômitos e diarreia tão severos que desidratam o corpo até um ponto em que não há mais cura.

Tanto assim?
A radiologista britânica Nicola Strickland experimentou estes efeitos em 1999 ao passar férias com uma amiga na ilha caribenha de Tobago.

Como boa cientista, ela descreveu o que acontece ao British Medical Journal, para que outros cientistas soubessem o tamanho desta ameaça.

Ela começa contando como, em uma manhã, “encontramos uma dessas idílicas praias desertas… areia branca, palmeiras balançando, o mar turquesa.”

Então, viu as frutas verdes que “aparentemente haviam caído de uma árvore grande”.

“Mordi a fruta e achei agradavelmente doce. Minha amiga fez o mesmo. Um pouco mais tarde, notamos um gosto estranho e picante na boca, que virou ardência e dor, com uma pressão na garganta.”

“Os sintomas pioraram nas duas horas seguintes até que não conseguíamos mais comer alimentos sólidos, pois a dor era insuportável. A sensação era de ter um grande nó abstruindo a garganta.”

Por sorte, oito horas mais tarde os sintomas orais começaram a melhorar, mas os gânglios linfáticos ficaram muito sensíveis.

“Nossa experiência provocou um genuíno terror e incredulidade entre os locais. Tal é a reputação do veneno da fruta”, diz.

“Uma só mata 20 pessoas”
Histórias do tipo não são novas, é claro.

John Esquemeling, autor de um dos mais importantes livros de consulta sobre pirataria no século 17, “Os corsários da América” (1678), escreveu sobre sua experiência com a árvore “chamada mancenilheira , a árvora da maçã anã”, quando esteve na ilha La Española, compartilhada entre o Haiti e a República Dominicana e conhecida por ter abrigado o primeiro assentamento europeu na América no fim do século 15.

“Um dia, quando estava extremamente atormentado pelos mosquitos e ainda ignorante sobre a natureza desta árvore, cortei um galho para me abanar. Meu rosto inchou e se encheu de bolhas, como se estivesse queimado, e fiquei cego por três dias.”

Nicholas Cresswell, cujo diário sobre seus dias nas colônias britânicas na América ficou para história, escreveu sobre a sexta-feira de 16 de setembro de 1774:

“A fruta da mancenilheira tem o aroma e a aparência de uma maçã inglesa, mas é pequena, cresce em árvores grandes, geralmente ao longo da costa. Estão repletas de veneno. Me disseram que uma só é suficiente para matar 20 pessoas.”

“A natureza do veneno é tão maligna que uma só gota de chuva ou orvalho que caia da árvore na sua pele imediatamente causará uma bolha. Nem a fruta nem a madeira podem ser usadas, até onde eu sei.”

Perigosa, mas útil
Surpreendentemente, talvez, a árvore tem seus usos, segundo o Instituto de Ciências da Agricultura e Alimentos da Flórida.

A mancenilheira da praia é usada para fazer móveis desde a época colonial. Acredita-se que sua seiva venenosa se neutraliza quando seca ao sol. Mas manipular a madeira recém-cortada requer muito cuidado.

Os nativos cobriam suas flechas com o veneno quando iram caçar.

E há documentos que mostram que a borracha da casca já foi usada para tratar doenças venéreas e retenção de líquidos na Jamaica, e as frutas secas foram usadas como diuréticos

Nerium oleander

Brancas, cor-de-rosa ou vermelhosangue; com pétalas simples ou dobradas: são as flores vistosas as responsáveis pelo fascínio que a espirradeira (Nerium oleander) exerce sobre as pessoas. São tão atraentes que é impossível passarem despercebidas no jardim.

Elas surgem de setembro a março, nas pontas dos ramos do arbusto, que pode medir até 5 m de altura, e enchem de cor os espaços onde ele é cultivado. Existem, porém, variedades mais compactas da planta, que não passam de 1,20 m de altura. Uma delas é o Nerium oleander ‘Petit Salmon’, de flores levemente rosadas.

As folhas lânguidas e elegantes, em forma de lanças de até 25 cm de comprimento, são iguais em todas as espirradeiras. Porém, a intensidade do verde-claro que elas exibem varia de acordo com a oferta de matéria orgânica: quanto mais fértil o solo, mais forte é o tom das folhas. Existem também variedades da espécie com folhas variegadas.

ENCANTO FÁCIL

A versatilidade é um dos pontos fortes da espirradeira: ela pode ser cultivada formando renques, cercas vivas, maciços e até como arvoreta. O cultivar anão pode, ainda, ser usado para arrematar canteiros e bordar estruturas no jardim.

Para fazer da espécie uma arvoreta, basta cortar os ramos da base, deixando apenas o tronco principal. “Recomendo remover todos os galhos abaixo de 1,80 m de altura”, diz o produtor Edilson Giacon.

Quando cultivado para compor renques e cercas vivas, o oleandro pode ser mantido topiado. As podas, aliás, incentivam a ramificação da planta, tornando-a mais robusta. O procedimento deve ser feito anualmente, logo após o surgimento das flores, e pode ser repetido após seis meses para manter o formato do arbusto.

O segredo para não errar no corte é retirar cerca de 30 cm de cada ponteiro. Vale ressaltar que a espirradeira tende a florescer 90 dias após a poda, porém, com menor intensidade do que entre os meses de outubro e fevereiro.

Para criar grandes maciços, Edilson aconselha misturar diversas variedades da espécie. “É preciso plantar pelo menos cinco mudas de cada tonalidade para criar manchas coloridas sem deixar a composição caótica”, ele ressalta.

A espirradeira tem crescimento rápido e em três anos atinge 3 m. A rusticidade é outro ponto forte do arbusto: ele desenvolve-se bem em solos arenoargilosos, não exige muitos nutrientes e pode passar meses sem regas. “Nos dois primeiros meses após o plantio, ele deve ser molhado duas vezes por semana. Passado esse período, a água das chuvas é o suficiente para ele se desenvolver de forma saudável”, explica Giacon.

Na Ciprest Mudas e Plantas, o cultivar tradicional da espirradeira, com 80 cm altura, sai por R$ 12. Já o anão, com 40 cm, custa R$ 25.

CUIDADOS NA MEDIDA CERTA

A reputação de perigosa da espirradeira se deve ao látex que sai de suas folhas e dos ramos quando cortados. A solução leitosa contém oleandrina e neriantina, duas substâncias tóxicas e que, se ingeridas, podem causar irritação gástrica e náuseas. A fumaça liberada pela queima da espécie também é tóxica. Daí a recomendação de se tomar cuidado no manuseio do oleandro e nunca utilizar seus galhos como espetos de churrasco ou lenha.

O produtor Edilson Giacon explica que o simples contato com a espirradeira não causa prejuízos à saúde. Deve-se apenas tomar cuidado para que crianças e animais não ingiram nenhuma parte da planta. A dica para dificultar o acesso deles à espécie é bordar os canteiros onde ela é cultivada com pequenos arbustos que se adaptam às mesmas condições, caso do buxinho (Buxus sempervirens) e da minirrosa (Rosa hybrid – Miniature Group).

Ageratina altíssima

Essa é uma planta nativa da América do Norte e uma das mais venenosas do mundo. Suas flores são brancas e, depois de desabrocharem, liberam pequenas sementes fofas que são carregadas pelo vento. Apesar de bela, a white snakeroot contém um alto teor de tremetol – uma substância que mata pessoas indiretamente.

Quando a espécie é comida pelo gado, a toxina é absorvida pelo leite e pela carne. Depois, quando o humano se alimenta do animal contaminado ou bebe de seu laticínio, o componente entra no corpo e causa a chamada “doença do leite”, que por sua vez é extremamente fatal.

No início do século 19, centenas de europeus desafortunados morreram disso nos EUA. Acredita-se que a mãe de Abraham Lincoln, Nancy Hanks, foi uma das vítimas

Actaea pachypoda (olho-de-boneca)

FAMÍLIA
Ranunculaceae
NOME CIENTÍFICO
Actaea pachypoda
SINONÍMIA
NOME POPULAR
Erva-de-São-Cristovão
PARTE TÓXICA
Toda a planta, principalmente o fruto
PRINCÍPIO ATIVO
Toxinas cardiogênicas
SINTOMATOLOGIA
Tem um efeito sedativo imediato no tecido muscular cardíaco humano.  A ingestão dos frutos pode levar a uma parada cardíaca e morte rápida.
DESCRIÇÃO .BOTÂNICA
É uma herbácea perene planta cresce até 50 cm ou mais de altura. Apresenta folhas denteadas, bipartidas compostas, com até 40 cm. de comprimento e 30 cm. de largura. As flores brancas são produzidas em forma de mola em um denso cacho de cerca de 10 cm. de comprimento. Sua característica marcante é o seu fruto, uma baga branca de 1 cm. de diâmetro, cujo tamanho, forma e uma marca preta dão à espécie seu outro nome comum, “olhos de boneca”
ORIGEM
Nativo do leste da América do Norte

Strychnos nux-vomica (noz-vómica ou fava-de-santo-Inácio)

A noz-vómica é uma planta de tamanho mediano nativa da Índia e do sudoeste da Ásia. Seus pequenos frutos arredondados (parecidos com laranjas) são altamente perigosos, pois contêm os alcaloides venenosos estricnina e brucina. Por sua vez, as sementes possuem 1,5 % do primeiro composto, e as extremidades florais secas dispõem de cerca de 1 %.

Com apenas 30 mg desses componentes, é possível matar um adulto de forma violenta e dolorosa, causando convulsões e estímulos simultâneos no gânglio sensorial da espinha. No entanto, a noz-vómica também tem propriedades medicinais para combater astenia cardíaca, paralisias, neurastenia, sintomas de uso de entorpecentes e problemas gastrintestinais tóxico-infecciosos.

Taxus baccata (teixo)

Nativo da Europa, sudoeste da Ásia e noroeste da África, o teixo produz um belo fruto vermelho e macio que protege suas sementes. Por sorte, essa é a única parte da planta que não contém veneno, possibilitando que os pássaros comam a casca e espalhem as sementes sem se infectarem.powered by Rubicon Project

Uma dose de 50 g de teixo é fatal para um homem. Os sintomas da intoxicação incluem dificuldade respiratória, tremor muscular, convulsão, desmaio e parada cardíaca. Em casos de intoxicações severas, a morte pode ocorrer de forma tão rápida que não há tempo para que todos os sinais sejam apresentados.

Cicuta (water hemlock)

Water hemlock é um grupo de plantas extremamente venenoso e que pode ser encontrado nas regiões temperadas do hemisfério norte. Todas elas possuem flores brancas ou amarelas bastante distintas, que são dispostas em formato de guarda-chuva. Nos EUA, essas simpáticas plantinhas são consideradas as mais danosas de todas.

Elas contêm uma substância conhecida como cicotoxina, que causa convulsões, e todas as partes do espécime são perigosas – principalmente a raiz, onde o veneno é mais potente. Além da convulsão quase que imediata, outros sintomas incluem náusea, vômito, dores abdominais, tremores e confusão. Geralmente, a morte é causada por insuficiência respiratória ou fibrilação ventricular, que ocorrem poucas horas após a ingestão.

Aconitum (wolfsbane)

Também conhecido como “capacete-do-diabo”o aconitum é uma espécie da família Ranunculaceae. Essas plantas vivazes são nativas das regiões montanhosas do hemisfério norte e possuem uma grande quantia do alcaloide pseudaconitina, o qual é usado na ponta das flechas do povo Ainu do Japão para caçar.

Caso ocorra a ingestão, a pessoa sofre queimação abdominal e nos membros do corpo. Em grandes doses, a morte pode ocorrer dentro de 2 a 6 horas, bastando apenas o consumo de 20 mg para pôr fim à vida de um humano adulto.

Curiosidade: a capacete-do-diabo também é mencionado na mitologia e nos contos de lobisomens, em que é usado para afastar as criaturas ou reverter o estágio da transformação independentemente da fase da lua.

Abrus precatorius (ervilha do rosário)

Também conhecida como “olho-de-caranguejo”, essa é uma plantinha de pode atingir os 60 cm e que possui flores papolíacias de cor violeta, agrupadas em cachos. Em geral, elas nascem junto aos troncos das árvores e pertencem originalmente à região da Indonésia, embora possam ser encontradas em diferentes lugares do mundo.

O veneno que a ervilha do rosário contém, o abrin, é muito parecido com a ricina de outras plantas tóxicas. No entanto, a substância do olho-de-caranguejo é 75 vezes mais forte, portanto a dose letal é muito menor. São necessários apenas 3 microgramas de abrin para matar um adulto.

Dada a sua aparência arredonda, algumas pessoas utilizam a Abrus precatorius como pulseira ou rosário. Óbvio que isso é muito perigoso, visto que teve gente que morreu apenas por furar o dedo com o equipamento utilizado para fazer os buraquinhos nas sementes.

Atropa belladonna (beladona)

Também chamada de “cereja-do-inferno”, a beladona é nativa da Europa, África do Norte e Ásia Ocidental. Rica em um alcaloide chamado tropano, a espécie pode causar delírio e alucinações. Outros indícios do envenenamento por beladona incluem perda da voz, boca seca, dor de cabeça, dificuldades respiratórias e convulsão.

Toda a planta é danosa, mas os frutos são os mais perigosos, uma vez que são saborosamente doces e costumam atrair as crianças. São necessárias de 10 a 20 cerejas para matar um adulto, mas basta apenas uma folha (na qual a toxina é mais concentrada) para pôr fim à vida de um homem.

Por mais estranho que pareça, no período elisabetano (século 16), as pessoas usavam a beladona como parte de sua rotina cosmética diária. Elas utilizavam gotas feitas a partir da espécie como colírio, visando assim dilatar as vistas. Na época, isso era considerado algo atraente, pois passava uma aparência sonhadora no modo de olhar.

Levando em consideração que as mulheres bebiam cianeto e se “sangravam” para adquirir um aspecto pálido e translúcido na pele, pingar veneno nos olhos parece brincadeira de criança – e você pensando que a ditadura da beleza começou agora, não é mesmo?

Fontes:en.wikipedia.org, megacurioso

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